Inspirada na General Data Protection Regulation (GDPR), legislação europeia que visa proteger a coleta e processamento de dados, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) gerou comoção quando foi anunciada. Implementada em Agosto de 2020, empresas ainda estão buscando se adaptar

Parte dos negócios não sabem como a nova lei funciona, o que deve ser feito com o banco de dados atual e como adaptar a política de armazenamento. 

Com multas que podem chegar a R$50 milhões ou 2% do faturamento, buscar compreender a LGPD é essencial para sobreviver no mercado. 

Leia este artigo para entender de vez como ela funciona na prática.

Qual é o seu principal objetivo? 

Para realizar alguma compra (virtual ou não) ou até mesmo para navegar livremente por um site, alguma informação é solicitada: CPF, e-mail, endereço, dados do cartão, nome completo e outros. Quantas vezes você já apagou sua caixa de entrada com e-mails que nunca pediu para receber?

A LGPD tem como objetivo proteger a integridade dos seus dados. Entre os principais pilares, está o consentimento da utilização de seus dados e também a transparência de sua finalidade. 

Ela se refere a todo cidadão que esteja residindo no Brasil e garante segurança jurídica em meios físicos e digitais

Se você se inscreveu para um evento digital e passar a receber e-mails que não estejam ligados a ele, a LGPD se aplica. 

Os dados estão segmentados por pessoais e sensíveis. Abrange qualquer o que pode causar algum dano, seja qual for, à integridade do cidadão. 

O que são os dados pessoais e sensíveis?

Segundo o artigo 5, inciso I, são ‘’identificáveis’’. 

Diferenciar esta conceituação é importante para saber o que está sendo coletado de clientes ou colaboradores: CPF, data de nascimento, informações bancárias, endereço e hábitos de consumo são dados pessoais. 

Os dados sensíveis envolvem informações que podem gerar discriminação. São eles: origem étnica, opinião política, religião, sexualidade e informações sobre saúde.  Ambos são importantes e devem ter sua integridade protegida. 

Os milhões de dados vazados e vendidos na deep web no último ano são um caso sério. O número de reclamações referentes ao uso indevido de dados aumenta na mesma proporção que o conhecimento da LGPD se amplia.

Como a LGPD impacta os setores de trabalho?

Para realizar uma compra na internet é preciso oferecer o seu endereço para que a entrega seja realizada. Empresas de e-commerce e aplicativos de delivery podem causar um estrago e tanto caso não tenham uma estrutura de cibersegurança moderna.

Imagine um completo estranho ter acesso ao seu nome e endereço. É importante sempre voltar a estas questões para reforçar a seriedade do tema e tratá-lo como um marco. Afinal, agora as coisas serão diferentes. 

Seja qual for o setor de atuação, a legitimidade e segurança deve ser garantida. Toda a estratégia de coleta e manipulação de dados é responsabilidade da empresa, mesmo que tenha sido vítima de ataques cibernéticos.

LGPD para empresas de logística

É interessante citar a relação entre lojas virtuais e empresas de logística.

Uma loja de eletrodomésticos (controladora) envia seus dados para a transportadora (operadora) com um escopo a ser seguido. Como controladora, a responsabilidade é 100% dela sobre o que acontecer com os dados.

Caso esse escopo não seja seguido pela operadora e isso seja comprovado, as penalidades são aplicadas para a operadora. Por mais que seja intermediária, faz parte do processo e deve seguir toda a regulamentação de forma adequada. 

LGPD para empresas de telefonia

Reclamações sobre ligações indevidas estão tomando conta do site Reclame Aqui. Você já tem uma operadora, como outras estão te ligando e sabem seu nome? Pior, seu nome completo.

Neste caso, ao seguir a Lei Geral de Proteção de Dados, deve-se implementar um método para conseguir o consentimento do cidadão antes de realizar sua abordagem. É fundamental que os dados solicitados sejam condizentes com a atuação da empresa – os titulares precisam estar cientes do processo.

Resumindo o que foi dito até aqui: a abordagem desenfreada para fechar contratos acabou. 

Você já sabe sobre as implicações jurídicas da LGPD, seu funcionamento na prática e alguns exemplos de como ela impacta o mercado. Também, já entendeu que o vazamento de dados é tudo o que você precisa evitar.

Como? Nós temos 3 dicas para a sua empresa ficar preparada para esta nova fase.

1) Invista em cibersegurança


A única forma de impedir que as novas ameaças consigam invadir o seu servidor é responder com tecnologias atuais. Existem diversas soluções que podem fortalecer sua estrutura: Next Generation Firewall, Next Generation Antivírus, Cloud Computing e Backup. 

Juntas, conseguem fazer muito por sua segurança.

2) Tenha um DPO

Responsável por acompanhar todas as medidas relacionadas à segurança da informação, o DPO garante que a empresa esteja em compliance com a nova Lei. É importante que ele tenha conhecimento da regulamentação e das soluções de cibersegurança para conduzir a coleta de dados.

3) Comece agora

Segundo pesquisa da Akamai Technologies, 64% das organizações não estão em conformidade com a LGPD. Outros estudos também apontam, no cenário nacional, que as PME’s não estão preparadas para a nova lei. 

Ao começar agora você evita perdas lá na frente, além de sair na frente e conquistar a confiança dos seus clientes. A adequação é um fator positivo em inúmeros aspectos. 

Não deixar para depois o que você pode fazer hoje é um ditado popular aplicável e assertivo para finalizar este artigo. 

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Para o seu TI ficar em compliance com a nova lei, saiba mais sobre as principais soluções do mercado no Guia Completo da Segurança de Dados.