Ataque e vulnerabilidade

14 de novembro

5 min. de leitura

Aplicativos maliciosos: o alerta sobre riscos invisíveis que ameaçam as empresas

Na era do trabalho híbrido e da mobilidade corporativa, a fronteira entre o que é “da empresa” e o que é “do colaborador” se tornou tênue. Dispositivos pessoais são cada vez mais usados para acessar e-mails, sistemas, VPNs e até aplicações críticas de negócio. 

No entanto, há um detalhe que costuma passar despercebido: cada aplicativo instalado nesse dispositivo pode representar uma nova superfície de ataque.

Relatórios recentes mostram que os ataques a smartphones corporativos cresceram mais de 30% em 2025, com destaque para malwares que se disfarçam de ferramentas legítimas. Esses aplicativos, aparentemente inofensivos, muitas vezes carregam funções de espionagem, coleta de dados ou controle remoto.

O problema é que, ao contrário dos sistemas monitorados por TI, os dispositivos pessoais conectados à rede corporativa escapam da visibilidade das equipes de segurança

Confira, neste artigo, como funcionam os aplicativos maliciosos e como se proteger.

O que é um aplicativo malicioso?

Aplicativos maliciosos são softwares desenvolvidos com a intenção (ou potencial) de causar dano, roubar dados ou permitir o controle remoto de dispositivos. No contexto empresarial, eles representam um risco multiplicado: o mesmo app que parece inofensivo num celular pessoal pode se tornar um vetor direto de comprometimento da rede corporativa.

Principais tipos de aplicativos maliciosos

  • Trojans corporativos: disfarçados de apps de produtividade, monitoram acessos a sistemas ERP, e-mails e credenciais corporativas.

  • Adware e chargeware: consomem rede e recursos internos, impactando produtividade e podendo abrir portas para scripts maliciosos.

  • Spyware de espionagem corporativa: acessam microfone, câmera e tela, capturando informações estratégicas.

  • Rootkits e SDKs maliciosos: embutidos em apps “legítimos” baixados da loja, permanecem ativos mesmo após a desinstalação.

Casos reais que acenderam o alerta no mundo corporativo

O alvo não é mais o usuário comum, mas o acesso corporativo que ele carrega no bolso. O risco real está no uso cotidiano: um colaborador que baixa um app de scanner, de notas ou de VPN gratuita e o utiliza com permissões amplas no mesmo dispositivo onde faz login no sistema da empresa.

Campanhas disfarçadas de apps empresariais

  • Klopatra Trojan (2025): malware que se apresentava como VPN corporativa, capturava credenciais e tokens de autenticação de funcionários.

  • KoSpy Campaign (2024): espionava comunicações corporativas em dispositivos Android usados em home office.

  • WAPDropper e Triada SDKs (2025): encontrados embutidos em apps de produtividade e otimização, explorando permissões de rede em celulares de funcionários.

Como aplicativos maliciosos comprometem a segurança corporativa

Aplicativos maliciosos não precisam parecer perigosos para causar danos reais. Dentro do ambiente corporativo, o risco é potencializado pela integração entre dispositivos pessoais e sistemas empresariais.

Esses apps exploram brechas invisíveis: permissões excessivas, conexões inseguras e integrações com plataformas legítimas, como serviços de nuvem ou mensageria corporativa. O resultado é um canal silencioso de vazamento de dados sensíveis, credenciais e informações estratégicas.

Mesmo quando não são projetados para espionagem direta, muitos aplicativos coletam metadados que, em volume, permitem mapear rotinas, padrões de acesso e infraestrutura digital da empresa.

Vetores de risco mais comuns

  • Roubo de credenciais corporativas: interceptação de logins, tokens de VPN e autenticações multifator.

  • Exfiltração de dados: envio de arquivos, contatos e e-mails para servidores externos.

  • Movimento lateral: um dispositivo infectado pode ser usado para acessar servidores internos ou aplicações críticas.

  • Criação de backdoors: acesso persistente, permitindo que o atacante permaneça na rede mesmo após medidas corretivas.

  • Comprometimento de comunicações: gravação de áudio e vídeo em reuniões corporativas, espionando estratégias de negócio.

Sinais de alerta no ambiente corporativo

As equipes de segurança e infraestrutura devem monitorar alguns indícios claros:

  • Dispositivos que acessam a rede corporativa com picos anormais de tráfego.

  • Conexões de origem geográfica fora do padrão de uso.

  • Logins simultâneos em contas corporativas de locais distintos.

  • Dispositivos móveis sem registro em MDM (Mobile Device Management) ativos na VPN.

  • Aumento de incidentes relacionados a senhas, MFA desativado ou perda de acesso.

Estratégias corporativas para mitigação de riscos

Os comportamentos descritos neste artigo indicam possível contaminação e exigem investigação imediata. A seguir, confira como sua empresa pode ficar atenta para evitar ataques e se proteger.

1. Aumentar a visibilidade dos dispositivos conectados

Empresas devem mapear todos os endpoints, incluindo dispositivos pessoais que acessam e-mails ou sistemas corporativos. Ferramentas de UEM (Unified Endpoint Management) permitem identificar aplicativos maliciosos instalados, permissões concedidas e status de segurança.

2. Aplicar políticas de acesso com base em risco

Implementar autenticação condicional: se o dispositivo não estiver em conformidade, ele não acessa sistemas críticos. Além disso, segmentar a rede para impedir que um aparelho comprometido alcance áreas sensíveis.

3. Reforçar detecção e resposta móvel (MTD)

Soluções de Mobile Threat Defense detectam comportamento anômalo, tráfego suspeito e execução de SDKs maliciosos, antes que o atacante atinja o núcleo corporativo.

4. Reduzir a dependência de apps externos

Promover o uso de ferramentas corporativas auditadas (ex.: gerenciadores de arquivos e VPNs corporativas), bloqueando apps de terceiros com funções similares.

5. Atualizar continuamente a política BYOD

  • Exigir atualização mínima de sistema operacional.

  • Impedir instalação de apps fora de lojas oficiais.

  • Estabelecer canal formal de auditoria e exclusão de dispositivos não conformes.

  • Incluir cláusulas de segurança digital em contratos e políticas internas.

Perguntas estratégicas que o CISO deve se fazer

  • Nossos colaboradores usam apps pessoais para acessar dados corporativos?

  • Temos visibilidade sobre quais aplicativos estão instalados nos dispositivos conectados à VPN?

  • Nossos controles de acesso impedem que um app malicioso movimente dados internamente?

  • Conseguiríamos detectar e responder rapidamente a um incidente vindo de um dispositivo móvel não gerenciado?

Conheça a Strema

O avanço dos aplicativos maliciosos mostra que a segurança corporativa ultrapassou os limites do data center. Hoje, o perímetro de risco inclui o celular do colaborador, o tablet do executivo e até o smartwatch conectado à rede.

O desafio das empresas é equilibrar produtividade e controle, privacidade e visibilidade, criando uma arquitetura que não dependa apenas da confiança. Afinal, o perigo nem sempre vem de um hacker distante. Muitas vezes, ele se disfarça em um aplicativo de anotações instalado com um clique.

A Strema é especialista em segurança corporativa e monitoramento inteligente de endpoints.  Nossas soluções permitem detectar comportamentos anômalos em dispositivos móveis e corporativos, garantindo visibilidade total do ambiente.

Com tecnologia de análise comportamental e integração em tempo real, a Strema ajuda empresas a identificar ameaças invisíveis antes que causem impacto real.

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